Mulher baleada em ônibus em Vicente de Carvalho está em estado grave
Fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi ferida no pescoço por um tiro que transfixou e provocou uma lesão na coluna
Por Extra — Rio de Janeiro
Atualizado
A fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, segue internada em estado grave no Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio. Ela foi baleada no pescoço quando estava num ônibus da linha 629 (Irajá x Saens Peña), que passava pela Avenida Meriti, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Aline estava a caminho do trabalho.
- Guerra sangrenta: Mortes violentas subiram 61% em áreas da Zona Sudoeste do Rio disputadas por facções do tráfico e milícias
- 'Ela não sabia que estava baleada': Policiais militares detalham resgate de fonoaudióloga atingida no pescoço
A bala que atingiu a fonoaudióloga transfixou e provocou uma lesão na coluna. Ela passou por uma cirurgia que durou quatro horas e, em seguida, foi levada para o CTI.
De acordo com a Polícia Militar, Aline foi atingida quando agentes do 41º BPM (Irajá), que faziam um policiamento nas proximidades da comunidade do Trem, foram atacados a tiros. Houve confronto. O ônibus em que a vítima estava passava em frente à favela, dominada pelo Comando Vermelho. O tiroteio provocou ainda correria na passarela do metrô de Vicente de Carvalho. Moradora da Vila da Penha, a fonoaudióloga trabalha na Casa de Saúde São José, no Humaitá, e não tem filhos. No hospital, está sendo acompanhada por duas tias.
Na manhã desta quinta-feira, a PM informou que equipes reforçam o policiamento na Favela do Trem. Não há informações de prisões nem de apreensões.
PM assumiu direção de ônibus
De acordo com policiais militares envolvidos na ocorrência, quando as equipes chegaram ao ônibus, os passageiros já haviam se abrigado numa escola particular. No veículo, só estava a fonoaudióloga. Ela, porém, nem havia notado que havia sido ferida, segundo o sargento Elimar das Chagas.
— Ela não sabia que estava baleada. Ela falou que sentiu que estava machucada e perguntou para a gente o que estava acontecendo. O tempo todo, ela perguntava: "É grave?". E eu disse: "Não é grave, foi só um arranhão". Falei que a dor era da queda, que era normal, que ela sentir dor era um sinal positivo, não falei para ela que ela foi baleada para não se desesperar — relata o agente, que comandou os primeiros socorros de Siqueira com o auxílio dos policiais Antonio Câmara e Gilfábio Nogueira.
Com o motorista do ônibus em estado de choque, coube ao também sargento Jhonathan Vessados assumir a direção do veículo e levá-lo para o hospital.
— O Jhonathan tem habilitação na categoria D, que permite dirigir ônibus. O motorista tinha saído desesperado (com o tiroteio) e deixou a chave na ignição. O Jhonathan falou: "A única possibilidade que a gente tem é conduzir o ônibus para o hospital". Depois, o motorista até agradeceu e o elogiou — diz o cabo Alexandre Souza, que comandou a abertura do trânsito para o veículo poder chegar rapidamente à unidade de saúde.
Notícias do Rio:
- Ministro Zanin vota para manter prisão de advogado Alexandre Carracena, suspeito de ligação com o CV; Moraes acompanha relator
- Golpe do falso advogado: OAB-RJ faz campanha no MetrôRio contra o crime
- PQD, apontado como chefe do CV na Zona Sudoeste do Rio, morre em confronto com a polícia
- Em um ano, mais de 300 ônibus foram apreendidos em rodovias do Rio e Minas por transporte clandestino de passageiros









