Influenciadora golpeu com canivete suspeito de abusar da filha de 5 anos
Uma influenciadora de 25 anos feriu com um canivete um homem de 41 anos que ela acusa de ter abusado sexualmente da filha dela, de 5 anos, na manhã de segunda-feira (24), em Franca (SP). O caso foi registrado como lesão corporal.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu às 9h55 na Avenida Major Nicácio, no bairro Cidade Nova, em frente à loja onde uma tia de Laryssa Campanati Pereira trabalha. Maikel Wilker Martins, suspeito de ter cometido o abuso é tio de foi socorrido e levado à Santa Casa.
Ninguém foi preso. O documento registra que não houve prisão em flagrante. A mulher também sofreu lesões nas costas, nos braços, nas mãos e nas pernas e foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame.
A acusação de abuso sexual contra a criança foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca e é apurada em investigação separada. Ele não foi preso, indiciado nem denunciado.
O g1 tentou localizar a defesa de Maikel Wilker Martins, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem.
Influenciadora golpeou com um canivete o marido da tia que é suspeito de abusar a filha de 5 anos — Foto: Reprodução/Redes Sociais
O que diz o boletim de ocorrência
Segundo o documento, a mulher relatou à polícia que a filha lhe contou no dia 21 de agosto ter sido abusada sexualmente pelo homem. Ela afirmou que tentou contato com os dois conselhos tutelares da cidade e que não recebeu respaldo. Ao g1, o conselho disse não ter recebido contato.
Ainda de acordo com o relato registrado, ela foi até a loja para contar à tia o que havia acontecido. No local, o homem teria se aproximado perguntando se ela "já sabia o que ocorrera", ido até o próprio veículo e voltado em direção a ela.
A mulher disse à polícia que, ao perceber que ele iria pegá-la à força, tirou um canivete da bolsa e desferiu um golpe. Em seguida, segundo o boletim, ele a pressionou com o próprio corpo contra o braço de um banco, e ela relatou ter desferido outros golpes em legítima defesa, enquanto pedia socorro.
O canivete foi apreendido e lacrado. A mulher informou à polícia que acredita haver câmeras de monitoramento no local. A tese de legítima defesa é a versão dela e ainda será apurada.
O homem não compareceu à delegacia porque estava em atendimento na Santa Casa. O boletim foi registrado, segundo a autoridade policial, para melhor apuração dos fatos.
Três dias entre a denúncia e o registro policial
Segundo a defesa, a criança relatou o abuso na sexta-feira (21), e o caso teria ocorrido no domingo anterior (16). A mulher levou a filha para atendimento médico no mesmo dia, e o laudo do exame foi entregue à delegacia, segundo a advogada.
A advogada afirma que a família foi informada de que a Delegacia de Defesa da Mulher de Franca funciona apenas de segunda a sexta-feira, até as 17h, e que deveria procurar o Conselho Tutelar na segunda-feira.
O registro do abuso na DDM só foi feito na segunda-feira (24), mesmo dia da agressão, de acordo com os documentos.
Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca (SP) — Foto: Reprodução
Conselho Tutelar diz que atende 24 horas
Procurado pelo g1, o Conselho Tutelar de Franca afirmou que funciona em regime ininterrupto. "Nós atendemos 24 horas", disse uma conselheira.
Segundo o órgão, o caso só chegou ao seu conhecimento por volta das 12h de segunda-feira, pelas redes sociais, e o boletim registrado na DDM foi encaminhado ao Conselho às 14h24 do mesmo dia. Até então, não havia registro próprio sobre o caso.
O Conselho afirma que tentou contato com a mãe, sem sucesso até a entrevista, e que vai avaliar a aplicação de medidas de proteção à criança.
O que dizem as investigações
A lesão corporal é apurada pela Polícia Civil, e o boletim registra orientação sobre o prazo de seis meses para o oferecimento de representação criminal. A denúncia de estupro de vulnerável corre em separado, na Delegacia de Defesa da Mulher.
Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, gratuito e anônimo. Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo 180.
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