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Por EPTV, g1 Ribeirão Preto e Franca


  • Maikel Wilker Martins, suspeito de abuso contra a afilhada de 5 anos, negou a acusação à polícia nesta sexta-feira (28) em Franca.

  • Ele se apresentou após ser esfaqueado pela influenciadora Laryssa Campanati Pereira, nesta segunda-feira (24).

  • A delegada Juliana Paiva informou que a investigação está concluída. O relatório final será enviado ao Poder Judiciário.

  • A defesa de Maikel nega o crime de abuso. O advogado Rui Engracia sustenta que o cliente foi vítima de uma emboscada premeditada.

  • Laryssa alegou falta de atendimento policial no fim de semana. A Polícia Civil e o Conselho Tutelar de Franca contestaram a afirmação.

Suspeito esfaqueado pela sobrinha influencer nega abuso de criança à polícia em Franca

Suspeito esfaqueado pela sobrinha influencer nega abuso de criança à polícia em Franca

Esfaqueado e denunciado pela sobrinha por um suposto episódio de abuso sexual à afilhada de 5 anos, Maikel Wilker Martins, de 41 anos, negou as acusações de estupro de vulnerável ao se apresentar à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta sexta-feira (28) em Franca.

À polícia, ele afirmou que não teve nenhum contato com a menina.

"Esse contato de cuidado com a vítima quem teve a todo momento foi a sua esposa, que é a tia da criança", afirmou a delegada.

Maikel se apresentou às autoridades após ser esfaqueado com um canivete pela sobrinha da esposa, a influenciadora digital Laryssa Campanati Pereira, de 25 anos, em um episódio ocorrido na última segunda-feira (24) no bairro Cidade Nova.

A influenciadora desferiu os golpes contra ele alegando legítima defesa e revolta após a filha de 5 anos ter dito, dias antes, que havia sido abusada pelo padrinho. Maikel foi socorrido na Santa Casa e liberado após atendimento médico.

Homem suspeito de abusar de menina de 5 anos se apresenta à polícia em Franca, SP — Foto: Reprodução EPTV

Após a apresentação e o depoimento do suspeito nesta sexta-feira, a delegada Juliana Paiva indicou que o trabalho da polícia de Franca na DDM está em fase de conclusão.

"A investigação está totalmente completa, realizada, o interrogatório foi realizado hoje [sextra-feira], na parte da manhã, na Delegacia de Defesa da Mulher, e o relatório final já está sendo concluído para ser enviado ao poder judiciário", declarou.

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A partir do envio do relatório final, segundo Juliana, caberá ao Ministério Público analisar os depoimentos e provas para decidir se oferece denúncia ou arquiva as investigações.

O inquérito por estupro de vulnerável corre separadamente da apuração de lesão corporal instaurada para investigar as facadas desferidas pela influenciadora.

Influenciadora golpeou com um canivete o marido da tia que é suspeito de abusar a filha de 5 anos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Defesa do suspeito fala em armação

Advogado de defesa de Maikel, Rui Engracia reforçou a inocência apresentada pelo cliente à delegada e trouxe detalhes que, segundo ele, comprovam que o crime de abuso não ocorreu.

De acordo com ele, o suspeito tem como comprovar que não ficou sozinho com a criança na data dos fatos.

"Ele estava parte trabalhando e à noite estava com a esposa e as crianças", afirmou o advogado.

A defesa contesta a versão da influenciadora e sustenta que Maikel foi vítima de uma tentativa de homicídio premeditada. Segundo o advogado, Laryssa teria enviado mensagens ao tio pedindo ajuda sob o pretexto de estar passando mal.

Ao ir ao encontro da sobrinha para socorrê-la — um comportamento que, segundo o defensor, era habitual de Maikel —, ele foi surpreendido pela agressão.

"Ela armou para que ele fosse lá para tentar matá-lo, tanto que é que ela esfaqueou ele", declarou Engracia.

Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca (SP) — Foto: Reprodução

Entenda o caso

A denúncia de abuso sexual veio à tona depois que a influenciadora Laryssa Campanati Pereira relatou em suas redes sociais que a filha de 5 anos havia revelado o estupro em 21 de agosto.

De acordo com a defesa da influenciadora, os supostos abusos teriam ocorrido em um domingo anterior, no dia 16.

Laryssa afirmou ter levado a filha para atendimento médico e alegou que, ao tentar registrar o caso no fim de semana, foi informada de que a Delegacia de Defesa da Mulher de Franca só funcionava de segunda a sexta-feira, até as 17h, o que a teria deixado sem respaldo das autoridades durante o fim de semana.

Ela declarou que decidiu "agir por conta própria" na segunda-feira (24) por estar exausta de esperar providências.

Em relação a essa queixa, a Polícia Civil pontua que a alegação de falta de local ou viatura para o atendimento imediato da ocorrência não condiz com o funcionamento do sistema de segurança. A corporação destaca que, em casos envolvendo qualquer tipo de emergência ou agressão física que deem entrada em unidades de saúde, o sistema de plantão é acionado de forma contínua.

Além disso, as investigações apontam que o plantão policial da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca esteve ativo e recebeu os envolvidos para a prestação de depoimentos logo após o ocorrido.

O Conselho Tutelar de Franca também contestou a suposta falta de atendimento, reforçando que opera em regime ininterrupto de 24 horas e que só tomou conhecimento do caso na segunda-feira através das redes sociais da influenciadora.

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