Homem acorda 'sem metade do crânio' após correr para pegar o metrô em Londres
Britânico sofreu hemorragia cerebral grave depois de escorregar em escada de estação; cirurgia de emergência retirou parte do osso para aliviar pressão no cérebro
Por O Globo — Londres
Atualizado
Um homem britânico relatou ter acordado no hospital com “metade da cabeça faltando” após sofrer uma queda enquanto corria para pegar o metrô em Londres, em 2019. O caso, ocorrido na estação Oxford Circus, gerou uma hemorragia cerebral grave que exigiu intervenção cirúrgica imediata.
Alastair Wallace, então com 46 anos, escorregou em uma escada ao usar sapatos de sola lisa e caiu enquanto se apressava para embarcar no metrô. Levado às pressas para o hospital, ele foi diagnosticado com uma hemorragia subaracnóidea — um tipo raro e potencialmente fatal de AVC causado por sangramento na superfície do cérebro.
Para conter a pressão intracraniana, médicos realizaram uma craniectomia, procedimento que remove parte do crânio. Wallace foi colocado em coma induzido e, ao despertar dias depois, recebeu a notícia de que parte da estrutura óssea de sua cabeça havia sido retirada.
— Eles tinham removido todo o lado direito do meu crânio. Era só pele e cabelo, e o cérebro por baixo — relatou, ao lembrar o momento em que pediu um espelho para ver seu estado.
Após oito dias internado, o britânico recebeu alta, mas precisou usar um capacete de proteção constantemente até a implantação de uma prótese craniana feita sob medida com tecnologia 3D, instalada semanas depois.
Mesmo durante a recuperação, Wallace manteve atividades sociais. Três semanas após deixar o hospital, ele chegou a ir a um encontro romântico usando capacete — episódio que, segundo ele, teve “final feliz”, culminando em noivado posteriormente. Ele foi instruído a usar o equipamento para proteger a cabeça sempre que estivesse de pé.
A luta dos médicos para salvar os feridos da guerra na Ucrânia
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Médicos tratam de soldado ucraniano em um ponto de estabilização na região de Zaporíjia, Ucrânia — Foto: Emile Ducke/The New York Times
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Equipe médica se prepara em um ponto de estabilização na região de Zaporíjia, Ucrânia — Foto: Emile Ducke/The New York Times
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Soldados transportam um paciente de um veículo blindado para um ponto de estabilização na região de Zaporizhzhia, na Ucrânia — Foto: Emile Ducke/The New York Times
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Soldado com estilhaço perto de um dos olhos, sendo atendido por uma médica no ponto de estabilização na região de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Foto: Foto: Emile Ducke/The New York Times
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Membros da unidade médica preparando medicamentos e instrumentos durante o turno da noite em um ponto de estabilização na região de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Foto: Emile Ducke/The New York Times
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A luta dos médicos para salvar os feridos da guerra na Ucrânia — Foto: Emile Ducke/The New York Times
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Romashka, chefe de um ponto de estabilização médica na região de Zaporizhzhia, na Ucrânia, fumando um cachimbo após terminar o tratamento de pacientes. Foto: Emile Ducke/The New York Times
Meses depois, o paciente ainda enfrentou complicações, como vazamento de líquido cerebrospinal, que provocou inchaço na região da cabeça e exigiu novos procedimentos médicos, incluindo a instalação de uma válvula para drenagem.
Hoje, aos 52 anos, Wallace convive com algumas sequelas, como perda parcial do olfato e limitações nos movimentos faciais, mas leva uma vida considerada próxima do normal. Ele também passou a compartilhar sua experiência em palestras, destacando a importância do apoio emocional durante a recuperação.
A hemorragia subaracnóidea é uma condição grave, com alta taxa de mortalidade: cerca de 30% dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital, e outros 25% não sobrevivem nas primeiras 24 horas.









